Espondilolistese é um escorregamento de uma vértebra sobre a outra.
Isso pode ocorrer por um desgaste, por um problema congênito (de nascensa), após infecção, trauma ou cirurgia.
Os sintomas podem variar desde dor lombar, dor ou desconforto em uma ou nas duas pernas, geralmente desencadeados ou agravados pelo andar, e nos casos mais graves dormências ou perda de força nas pernas.
O tratamente depende da gravidade dos sintomas, do grau de deslizamento, e da presença ou ausência de instabilidade associada, isto é, se o deslizamento piora com os movimentos do tronco, ou progride no tempo.
Para os casos leves, se orienta o fortalecimento dos musculos estabilizadores da coluna (extensores da costa, músculos paravertebrais como o ileopsoas, e o core abdominal). O fortalecimento destes músculos pode aliviar os sintomas e frear a progressão da doença.
Para os casos mais graves, sem instabilidade, optamos pela descompressão, que fazemos de forma minimamente invasiva com auxílio de microscópio ou por vídeo (endoscopia de coluna).
Nos casos graves, com instabilidade, a cirurgia indicada é a artrodese, em que reduzimos esse deslizamento e fixamos a coluna com ajuda de parafusos, hastes e cage.
É o tipo mais comum em jovens e adultos jovens. Ocorre devido a um defeito ou fratura por estresse na pars interarticularis (uma região óssea estreita da vértebra), conhecida como espondilólise. Com a falha estrutural nessa zona descrita na imagem ("local da fratura"), a vértebra perde sua ancoragem posterior e desliza para a frente. É muito frequente no nível L5-S1.
É mais comum em idosos e adultos acima dos 50 anos, com maior prevalência no sexo feminino. Decorre do processo natural de envelhecimento e desgaste da coluna (artrose). Com a degeneração crônica do disco intervertebral e a frouxidão/hipertrofia das facetas articulares, a coluna perde estabilidade, permitindo o escorregamento. O nível mais afetado costuma ser L4-L5.
Ocorre devido a uma malformação congênita nas facetas articulares ou no sacro, fazendo com que as superfícies de encaixe sejam inadequadas para segurar o peso da coluna. Como a falha é estrutural de nascença, costuma progredir rapidamente durante o estirão de crescimento da infância ou adolescência.
É causada por um evento agudo de grande impacto, como acidentes automobilísticos ou quedas de altura. O traumatismo gera uma fratura em outras partes do arco posterior da vértebra (que não a pars interarticularis), resultando na instabilidade imediata e no deslocamento.
Ocorre quando a estrutura óssea de sustentação da vértebra é enfraquecida por uma doença sistêmica ou local. Exemplos incluem tumores ósseos (primários ou metástases), infecções (como a osteomielite) ou doenças metabólicas ósseas (como a osteogênese imperfeita).
Desenvolve-se após um procedimento cirúrgico na coluna (como uma laminectomia extensa para descompressão) onde a remoção de elementos ósseos ou ligamentares acaba comprometendo a estabilidade mecânica do segmento a longo prazo, gerando o deslizamento secundário.
Deslizamento: Até 25% da largura do corpo vertebral.
Características: É o grau mais leve e frequentemente assintomático ou manejado com tratamento conservador.
Deslizamento: De 26% a 50%.
Características: Considerado um escorregamento moderado (como o representado na imagem do seu site profissional). Os sintomas mecânicos ou radiculares podem se tornar mais evidentes.
Deslizamento: De 51% a 75%.
Características: É uma listese de alto grau. Há uma perda significativa da congruência articular e maior propensão à instabilidade mecânica crônica e compressão neurológica severa.
Deslizamento: De 76% a 100%.
Características: A vértebra superior está quase completamente desalinhada em relação à inferior, restando o mínimo de contato entre as superfícies óssseas.
Quando o deslizamento ultrapassa os 100%, a vértebra superior perde totalmente o contato com o platô da vértebra inferior, "caindo" na frente dela. Esse cenário extremo é classificado especificamente como Espondiloptose.